São Luís ainda não enviou o Plano de Contigência de Dengue ao Ministéiro da Saúde

Publicado: janeiro 21, 2011 em Geral
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Por Ronaldo Rocha – publicada em O Estado 

São Luís é uma das três capitais do país com risco muito alto de epidemia de dengue que ainda não enviou o Plano de Contingência de Dengue ao Ministério da Saúde. O Plano de Contingência é um monitoramento coordenado pelo município, que integra ações de vigilância, assistência e mobilização em saúde e trata da incidência de casos e índices de infestação pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Sem o recebimento do documento, o Ministério da Saúde não tem como acompanhar e monitorar as ações preventivas contra a dengue, o que impossibilita uma avaliação mais precisa sobre a necessidade de intensificação do combate ao mosquito. Esse acompanhamento, segundo o órgão, deve anteceder o registro de casos graves [com complicações] e óbitos.

Agentes trabalham em combate à dengue em Ssão Luís - Foto: Douglas Junior

A observação em relação ao não envio do Plano de Contingência de São Luís foi feita pelo Governo Federal. A capital maranhense está entre os 70 municípios prioritários com risco ‘muito alto’, ‘alto’ e ‘moderado’ de epidemia de dengue este ano. Esses 70 municípios foram definidos com a aplicação do critério de densidade populacional, previsto na ferramenta Risco Dengue – que identificou os 16 estados com risco muito alto de epidemia. O indicador de população foi utilizado nas 178 cidades com alto índice de infestação pelo mosquito transmissor, apontadas pelo Levantamento do Índice Rápido de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), divulgado em dezembro de 2010.

O Plano de Contingência foi criado pelo Governo Federal, a partir de diretrizes para o combate à dengue. O mapa da doença leva em consideração seis critérios básicos, dos quais quatro são do setor incidência atual de casos; índices de infestação pelo mosquito e sorotipos em circulação. No critério ambiental é verificada a cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo. No quesito demográfico, a densidade populacional.

 

Incidência – Entre os meses de janeiro e novembro do ano passado, São Luís registrou um aumento de mais de 700% em casos de dengue se comparado com 2009. O percentual elevado representou quase a metade dos casos registrados no mesmo período em todo o estado.

Ao todo, a capital teve 2.745 notificações de casos de dengue até novembro de 2010. De janeiro a dezembro do ano anterior (2009) haviam sido registrados apenas 340 casos na cidade. O levantamento, na época, havia sido feito pela Superintendência de Epidemiologia e Controle de Doenças da Secretaria Estadual da Saúde (SES).

 Os municípios que integram toda a região metropolitana, Raposa, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e São Luís somam a regional que apresentou o maior índice de casos da doença no ano passado. Foram 3.027 casos até novembro em uma população de 1.288.384 pessoas. Um caso a cada 425 habitantes. A incidência foi de 234,9 casos a cada 100 mil habitantes.

A localidade com maior número de casos na capital foi o bairro do São Francisco. Foram 237 casos em 2010. Em seguida aparece o bairro Coroadinho com 142 casos, Vila Embratel com 107 registros, Cidade Operária com 85 casos e Turu, que registrou 79 casos da doença até o período acima citado.

Denúncia – Na semana passada, O Estado veiculou reportagem em que os agentes de controle de endemia denunciaram que o inseticida usado por agentes de controle de endemias na prevenção e combate à dengue em São Luís foi entregue pela Prefeitura com a validade vencida. O produto que tem como ingrediente ativo a Alfacipermetrina, havia sido destinado aos agentes no mês de dezembro do ano passado, mas com a validade expirada em setembro de 2010. O pesticida é recomendado para o extermínio de insetos.

Mais

 De acordo com o Ministério da Saúde, o Plano de Contingência não tem por objetivo, impedir uma epidemia – já que isto não depende apenas do setor de saúde. Seu foco é diminuir a letalidade da doença. O Ministério da Saúde afirmou que tem feito um enorme esforço para prestar assessoria técnica e fazer treinamentos e capacitações em todos os estados brasileiros. Porém, disse que a medida ainda está em fase de implementação.

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