Ainda desconhecido, Rodrigo curte fama de artilheiro: ‘É algo diferente’

Publicado: maio 17, 2011 em esportes
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Rodrigo é entrevistado na Granja Comary / Foto: Edgard Maciel de Sá

Por Cahê Mota e Eedgard  de Sá  – Vinte e um gols marcados nos últimos três campeonatos. Se o Fluminense apresentasse seu reforço mais recente pelo desempenho ofensivo, ninguém teria dúvidas em apontá-lo como atacante. Entretanto, Rodrigo, que desembarcou nas Laranjeiras na segunda-feira, vindo do Madureira, é volante. Com atribuições defensivas por sua posição de origem, ele gosta de se arriscar no ataque e faz da característica não tão comum um trunfo na luta por oportunidades na disputa do próximo Brasileirão.

Revelado pelo próprio Tricolor Suburbano, o jogador começou sua saga de volante-artilheiro ainda nas categorias de base, quando, com oito gols, foi o artilheiro da equipe na disputa da Taça Otávio Pinto Guimarães de juniores do ano passado. O bom desempenho o fez ser aproveitado entre os profissionais. O resultado? Seis gols marcados na Série D que garantiu o acesso ao Madureira.

A regularidade chama ainda mais a atenção pelo desempenho no Carioca deste ano: Rodrigo marcou sete gols, sendo dois deles na decisão do Troféu Carlos Alberto Torres, vencida por 3 a 1 sobre o Boavista. Perguntado sobre o talento para balançar as redes, o volante admitiu ser algo incomum na sua posição e dividiu os méritos com seu ex-treinador: Antônio Carlos Roy.

– Não é normal, mas tive a oportunidade de ser artilheiro nas últimas competições no Madureira. É algo diferente para um volante, e muito bom. O Roy sempre me deu liberdade para chegar ao ataque e fui feliz nas vezes que conclui em gol.

Aprovado por Ricardo Corrêa, responsável por observações e scout no Tricolor, Rodrigo foi oferecido ao ex-assessor da presidência, Mário Bittencourt, há pouco mais de um mês, após se destacar no Carioca. O final feliz para a negociação empolgou o garoto de 21 anos, que mostrou personalidade ao ser perguntado sobre a ansiedade para defender um grande clube.

– Não senti muito essa ansiedade. Acho que vai acontecer mais quando eu receber a oportunidade de jogar. É um prazer estar no Fluminense. O primeiro passo foi dado para o que sempre esperei na vida, que era uma oportunidade em um time grande. Agora estou aí, à disposição do professor para o que precisar. Quero ajudar de qualquer maneira. O gás é total.

Questionado sobre a forte concorrência em uma posição onde o Flu já conta com nomes como Diguinho, Edinho, Valencia, Diogo e Fernando Bob, o jogador mais uma vez demonstrou tranquilidade e confiança no próprio potencial.

– Fico feliz por estar ao lado de jogadores como esses, mas vai ser uma disputa saudável. Eles também saíram de um time pequeno alguma vez. Chegou a minha. Conseguimos o espaço na base do trabalho. Assim passamos a responsabilidade para o treinador. Comigo não vai ser diferente. Respeito a todos e vou fazer minha parte.

Rodrigo foi apresentado oficialmente pelo Fluminense na tarde de segunda-feira e já está integrado ao elenco para período de treinamentos na Granja Comary, em Teresópolis.

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