Nota conjunta do TJ, MP e AL credita responsabilidade de consequências da greve aos militares; manifestantes poderão ser retirados à força da Casa

Publicado: novembro 29, 2011 em Geral, Política
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Nota conjunta assinada por três instituições

A nota conjunta do Tribunal de Justiça, Ministério Público e Assembleia Legislativa do Maranhão divulgada hoje nos jornais O Estado e O Imparcial, credita total responsabilidade às conseqüências da greve, aos policiais e bombeiros militares, que estariam conscientes do ato ilegal. Com isso, está lançada a sorte dos manifestantes, que receberam na noite de ontem a companhia dos policiais civis, também em greve por tempo indeterminado. A possibilidade de retirada à força dos grevistas, da Casa do Povo, não está descartada. É exatamente esta, a medida evitada até o momento.

Em nota, as três instituições, representadas pelo desembargador Jamil Gedeon, deputado Arnaldo Melo e Procuradora de Justiça Fátima Travassos, afirmam terem ido pessoalmente na manhã de ontem à AL, para tentar convencer os grevistas a encerrarem o movimento, considerado ilegal pela Justiça, e negociarem com o Governo, tendo como garantia a mediação dos três órgãos. O comando de greve não aceitou as propostas, e descartou a possibilidade de encerrar a greve enquanto as suas reivindicações não forem atendidas. O TJ, o MP e AL lavaram as mãos.

Com isso, as três instituições já podem argumentar que tentaram de todas as formas evitar o pior, de maneira que não está mais sobre o controle destes, as conseqüências que poderão ocorrer com a ocupação da AL. As sessões da Casa estão suspensas até que a manifestação seja encerrada, por causa da insegurança aos parlamentares.

A nota afirma: “Lamentamos, pois, a intransigência dos que, conscientemente, ferem um direito constitucional de cada cidadão. Não é por falta de esclarecimentos de quem opera a Lei, que eles permanecem na ilegalidade”.

Há rumores de que a Assembleia Legislativa, após a tentativa frustrada de negociação, pedirá a reintegração de posse do prédio. Caso o pedido seja aceito pela Justiça, o Estado terá de cumprir a determinação. Como não há efetivo o suficiente da PM para a realização de uma operação dessa envergadura, é provável que o Governo entre com um pedido no Ministério da Defesa, para a Força Nacional ou o Exército Brasileiro cumpra a medida.

Já preparados para essa possibilidade, os grevistas já estão articulados em uma espécie de operação de resistência. É possível também que eles voltem a levar os seus familiares para a Casa, com o intuito de frear uma medida de reintegração de posse, para que conseqüências graves não ocorram.

De certo é que a sorte dos manifestantes está lançada. O governo já anunciou que não negociará com os militares em greve. Os PMs já decidiram que não saem do movimento enquanto não forem atendidos. Como não há consenso, muito menos bom senso, o pior pode estar por vir.

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comentários
  1. Inaldo disse:

    A greve de Policiais é mais uma expressao do caos a que levou o Maranhao a oligarquia comandada por José Sarney. Basta! Estamos todos cansado de sermos a vergonha nacional: piores em todos os índices que medem a qualidade de vida. 25% da populaçao vivendo miseravelmente ao lado de mansões, carrões de luxos exibidos nas ruas como trofeus roubados do povo que é obrigado a passar 48hs nas filas para marcar uma consulta médica ou que tem crianças estudando debaixo de árvores sem alimentação escolar porque gestores públicos roubam até mesmo os centavos destinados a compra desses alimentos. Isso, sim, É ILEGAL, É IMORAL. CHEGA DE ROUBO! CHEGA DE MORTES ANTECIPADAS PELA FOME. XÔ MAFIOSOS, QUADRILHEIROS!!!!

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