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Audiência entre rodoviários e representantes do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), mediada pela presidente do  Tribunal  Regional do Trabalho (TRT), desembargadora Ilka Esdras, pode evitar a greve marcada para amanhã, de cobradores, motoristas e fiscais de ônibus que atuam no sistema de transporte público da capital.

Na semana passada o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário decretou greve por tempo indeterminado, a partir de amanhã, após pelo menos oito rodadas de negociação com os empresários. A última audiência fracassada havia sido realizada na Procuradoria Regional do Trabalho. Por conta disso, o TRT se antecipou e determinou que durante a greve, pelo menos 50% dos ônibus continuem circulando normalmente, e marcou para hoje a audiência.

Em entrevista a veículos de comunicação locais, o presidente do sindicato dos rodoviário adiantou que não abrirá mão das reivindicações para os trabalhadores. Os empresários, por sua vez, esclarecem que não há condições de arcar com os custos do aumento salarial exigido, se não houver aumento na tarifa. A situação permanece indefinida.

A última reunião antes da greve marcada,  está marcada para começar por volta das 15h:30. Mais informações daqui a pouco. 

 

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O superintendente do Sindicato das Empresas de Transporte de São Luís (SET), Luis Cláudio Siqueira, afirmou que o sindicato patronal está de acordo com o posicionamento do Comandante de Policiamento Metropolitano da capital, tenente-coronel Jeferson Telles, que no último domingo (30), em entrevista ao portal Imirante.com, criticou a falta de um trabalho integrado entre as polícias Rodoviária Federal, Civil e Militar, o Poder Judiciário e o Ministério Público no combate ao crime de assalto a ônibus em São Luís. O tenente-coronel havia afirmado na ocasião, que as cobranças não poderiam ser feitas somente à Polícia Militar.

A postura do comandante foi tomada em decorrência da cobrança de ações mais enérgicas da PM, por parte do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de São Luís (STTRSL), após levantamento do sindicato, mostrar que houve 45 assaltos a ônibus somente em janeiro.

Para Siqueira, o elevado número de assaltos a ônibus na capital, se dá pela falta de integração entre os órgãos de segurança pública. “Concordamos com as declarações do coronel em relação à unificação das ações. Acredito que as cobranças não podem recair somente na Polícia Militar, que tem feito esforço para coibir este tipo de crime”, disse.

Em suas declarações, Jeferson Telles também disse que os empresários deveriam se envolver nas ações preventivas e investir em equipamentos tecnológicos que auxiliassem o trabalho da polícia e dessem maior segurança aos usuários. Sobre a questão, Siqueira ponderou. “Aquilo que está dentro do alcance das empresas em relação à tecnologia existente, está se fazendo. A instalação das câmeras é um processo contínuo e hoje temos mais de 80% dos ônibus com este tipo de equipamento”, afirmou. “Esse recurso (câmera) funciona somente no pós-assalto, para a identificação do bandido, não é uma ação preventiva”, completou.