Sistema de segurança pública vai parar no Maranhão

Publicado: novembro 24, 2011 em Geral, Política
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Policiais militares e bombeiros acampam na Assembleia Legislativa Policiais militares e bombeiros do Maranhão decidiram ontem à noite paralisarem suas atividades por tempo indeterminado, por conta da insatisfação das categorias diante o não reajuste salarial e a falta de diálogo com o Governo do Estado. A decisão foi tomada em assembléia geral realizada no auditório da Fetiema. Por causa da paralisação dos militares, a governadora Roseana Sarney acionou a Força Nacional, que assumiu a segurança pública do estado. Em meio aos protestos, os grevistas ocuparam a área externa da Assembléia Legislativa, e prometem sair do local somente quando a pauta de reivindicações for integralmente analisada.
Positiva ou não, a paralisação de policiais militares é um marco na história do estado, que passa por séria crise no setor de segurança pública. Como efeito dominó, delegados de polícia deverão decretar greve ainda hoje pela manhã e policiais civis e agentes penitenciários na próxima semana, prometendo parar todo o sistema de segurança. As duas categorias apóiam o movimento dos policiais militares e afirmam que a luta é da sociedade. “Nós policiais estamos sendo assaltados, roubados”, disse o delegado Jefferson Portela, durante a assembléia geral dos militares.
Revoltados com a presença da Força Nacional em São Luís, os grevistas prometem não recuar em suas manifestações, mesmo que para isso seja necessário um confronto entre as tropas. “Aconteça o que acontecer, se eu for preso, não parem a greve, passem por cima de mim”, disse o coronel Ivaldo Barbosa, um dos líderes do movimento. “Vamos parar o sistema de segurança do Maranhão”, decretou Marcelo Penha, que integra a diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão (Sinpol).
A rebeldia dos militares não ocorreu de uma hora para outra. Foi o resultado de longa tentativa de negociar com o Governo do Maranhão um reajuste salarial que suprisse as perdas anuais nos vencimentos. O erro da gestão estadual foi em não querer discutir a pauta e tratar a categoria com indiferença e pouca importância, algo bastante levantado nos discursos de ontem à noite.
Indignados com as retaliações, uma vez que a greve é considerada ilegal pelo Governo, os militares exigem anistia para quem participa do movimento. O Governo, no entanto, não demonstra sequer o interesse em manter diálogo com a PM e com os bombeiros, pelo fato de antes mesmo de a greve ser decretada, ter colocado as tropas da Força Nacional nas ruas. Foi a demonstração de que independentemente da decisão das categorias, o Estado já havia tomado a sua decisão e já providenciara um meio de garantir o policiamento nas ruas. Talvez um tiro no pé.
A tendência, pelo próprio clima que se criou em torno da situação, é de um possível confronto entre grevistas e agentes federais. Houve rumores de que a Força Nacional iria agir ontem mesmo para desocupar a Assembléia Legislativa, o que não aconteceu. Os policiais continuam no prédio e não haverá sessão na Casa hoje por conta do imbróglio. A Força Nacional, por sua vez, já montou as estratégias de desocupação do local, e está autorizada a prender os manifestantes. A operação deverá ocorrer em breve, caso os militares insistam em ficar acampados no local. A confusão está apenas começando.

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